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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Marco Maia: caixinha do PSC precisa ser analisada



Marco Maia disse que analisará a situação da caixinha do PSC a partir de segunda-feira, quando voltará à Presidência da Câmara - Renato Araujo/ABr
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que está no exercício da Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (2) que a partir da próxima semana vai colher informações sobre a denúncia publicada hoje pelo Congresso em Foco sobre a caixinha do PSC. O site mostrou que o partido fica com 5% dos salários dos funcionários comissionados da Câmara vinculados à legenda, lotados na Liderança, na Mesa Diretora ou nos gabinetes.
“Essa é uma informação que nós precisamos analisar. Vamos checar esta informação para depois disso tomar as medidas necessárias”, afirmou Maia. Atualmente em exercício na presidência da República, o petista disse, no entanto, que é “prematuro” colocar qualquer adjetivo sobre a situação. “Contribuições partidárias são normais, fazem parte do estatuto dos partidos”, disse. O comentário, porém, referia-se a filiados a agremiações políticas, o PSC cobra caixinha de todos os seus funcionários, filiados ou não.
Documentos obtidos pelo Congresso em Foco mostram a prática da caixinha no gabinete do vice-líder e presidente da legenda no Pará, deputado Zequinha Marinho. Não importa se o funcionário é ou não filiado à sigla. O pagamento é compulsório: o servidor sabe que tem de fazer o repasse, e há, inclusive, uma tabela com os valores que cada um deve destinar ao PSC. O parlamentar admitiu a prática e acrescentou que ela acontece em todos os gabinetes.
A intenção de Maia ao pedir mais informações é diferenciar duas situações. Vários partidos têm em seus estatutos a possibilidade de o filiado que estiver em cargo de confiança no parlamento ou no Executivo contribuir com um percentual do salário. Para o petista, é preciso saber se os funcionários de Zequinha Marinho são ou não integrantes do PSC. A reportagem do Congresso em Foco mostrou que a obrigação era para todos, não apenas os filiados.
Sindicância
Também na segunda-feira (5), Maia instala uma comissão de servidores para analisar a situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo mostrou que o pedetista teve dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos distintos durante cinco anos. Ele foi lotado no gabinete de Sami Jorge entre outubro de 2000 e novembro de 2005 na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Entre dezembro de 2000 e novembro de 2005, ele estava lotado também na liderança do PDT na Câmara em Brasília.
“Vou nomear um grupo de servidores encarregados de investigar toda a situação envolvendo o ministro Lupi. Eles vão avaliar a legislação e a circunstância da contratação”, disse Maia. De acordo com o presidente da Câmara, serão pedidas informações à prefeitura e à Câmara de Vereadores do Rio. Para o petista, o titular do Trabalho precisa responder a mais essa denúncia. “O ministro tem respondido aos questionamentos. Este é mais um que ele tem que responder”, comentou.

Líder do mensalão do PT é preso por grilagem de terra

O publicitário Marcos Valério Fernandes, apontado pelo Ministério Público (MP) como o principal operador do mensalão do PT, foi preso na manhã desta sexta-feira (2), em Minas Gerais. Eles estariam envolvidos em grilagem de terra no Estado. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, Valério foi preso em Belo Horizonte, além de três ex-sócios das agências de publicidade envolvidas no esquema do mensalão. São eles: Margareth Freitas e Francisco Castilho (ex-sócios na DNA e SMPB) e Ramon Hollerbach (ex-SMPB). 
As prisões são fruto da operação Terra do Nunca, realizada em três estados, com o objetivo de cumprir 23 mandados de prisão preventiva. As investigações revelam a participação de advogados, latifundiários, empresários e serventuários da Justiça. Os inquéritos em tramitação na Bahia apontam o envolvimento dos suspeitos em falsificação de documento público, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa. Valério e seus três sócios serão encaminhados para a Bahia ainda nesta sexta.

Ex prefeito Didi da Felicidade visitando amigos do Antonico






Calamidade nas estradas da zona rural do municipio de Carnaiba - CAPITULO TERCEIRO





Nosso blog continua mostrando a calamidade nas estradas da zona rural de Carnaiba. Desta vez a nossa equipe não foi tão distante nas extremidades do município para encontrar estradas mal conservadas. Chegamos á estrada do sitio Cabelo à margem da PE 320. Um sitio tão movimentado e bem próximo á cidade em situação como esta. A oposição da época que hoje está no poder criticava a gestão de Didi da Felicidade que gastava em média R$ 360.000 (trezentos e sessenta mil reais) por ano fazendo a manutenção das estradas no minimo duas vezes por ano. Segundo Didi, era trator de esteira  trabalhando durante todo o ano. E agora que com certeza o fundo de participação dos municípios mais que dobrou porque é que a atual gestão não está conservando as estradas?Deixando a comunidade rural que votam e pagam seus impostos e não tem direito ao que é seu.

Por Cauê Rodrigues

Secretário de Educação de Serra Talhada é indicado para Prêmio Latino-Americano. Serra Talhada tem a melhor educação de Pernambuco


O Secretário de Educação de Serra Talhada, Israel Silveira, foi indicado pela CIPIS – Câmara Internacional de Pesquisas e Integração Social, para receber o “Prêmio Integración Latinoamericano 2011”, “pelo trabalho para ampliar e consolidar a Integração Educacional no Brasil, com reflexos positivos nos demais países da América Latina”, conforme cita a instituição em correspondência enviada para o Secretário.
A entrega será dias 02 e 03 de dezembro em Curitiba-PA. “Prefiro reparti-lo com toda equipe da minha Secretaria que acreditaram no meu discurso e emprestaram sua força de trabalho para que juntos, além de oferecermos uma educação de qualidade no nosso município, também tenhamos a condição de projetar nossa cidade em todos os recantos deste país”, declara Silveira.

'Ah tá, já sei', disse Valério à polícia ao anunciarem sua prisão

A operação que culminou na prisão do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, pivô do escândalo do mensalão, na manhã desta sexta-feira (2) em Belo Horizonte, teve início com uma campana da polícia iniciada na segunda-feira (28).
Segundo o delegado Denilson dos Reis Gomes, da Polícia Civil de Minas Gerais, uma equipe ficou observando a movimentação de Marcos Valério durante a semana toda. Hoje, por volta das 6h, a polícia interfonou e o próprio Marcos Valério atendeu e perguntou quem era. Disseram que era da polícia da Bahia e que investigavam o esquema.
Ele respondeu: "Ah tá, já sei". E pediu para entrarem para que pudesse tomar um banho e se arrumar para ser levado.
A polícia esperou cerca de 30 minutos na mansão de dois andares do empresário, que tinha três carros na garagem: dois da marca Mitsubishi (Pajero e Outlander), e uma Toyota FW4.
Ao deixar a sua casa, Marcos Valério deixou a filha e a mulher que olhavam da porta.
Lula Marques - 6.jul.2005/Folhapress
Marcos Valério é acusado de operar o esquema e pode ser condenado a até 527 anos de prisão
Acusado de operar o esquema do mensalão, Marcos Valério é preso por suspeita de grilagem na Bahia
A casa de fica no bairro São Luís, na região da Pampulha, e tem uma guarita na frente, mas estava vazia hoje.
OPERAÇÃO
Pivô do escândalo do mensalão, Valério foi preso hoje em Belo Horizonte durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia contra suspeitos de grilagem de terras no oeste do Estado.
Ao todo, 15 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e em Minas Gerais. Valério e seus sócios da DNA Propaganda foram detidos em Minas, segundo o delegado Carlos Ferro, responsável pela investigação.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, junto com Valério foram presos três ex-sócios das agências de publicidade envolvidas no esquema do mensalão: Margareth Freitas e Francisco Castilho (ex-sócios na DNA) e Ramon Hollerbach (ex-DNA).
Após a prisão, eles foram apresentados à imprensa da capital mineira e em seguida foram para o IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo delito. Depois, seguem para a Bahia com a equipe de policiais que foi até o Estado prendê-los.
A Operação Terra do Nunca, como foi batizada a ação deflagrada hoje, visava prender empresários e funcionários de cartórios envolvidos em falsificação de documentos para grilar terras.
Segundo Ferro, Marcos Valério começou a ser investigado pela polícia baiana em 2010 após a Procuradoria da Fazenda Nacional de Minas Gerais requisitar informações sobre cinco fazendas apresentadas por ele em garantia em um recurso contra a execução de uma dívida de R$ 158 mil com o fisco.
As fazendas Cristal 1, 2, 3, 4, 5 somavam 17.100 hectares, mas na verdade elas não existiam, segundo o delegado.
"Era só no papel. A matrícula que originou o registro das cinco fazendas que o Marcos Valério apresentou como garantia era um terreno de 360 metros quadrados", contou o delegado.

PSC obriga servidor a pagar caixinha para partido

  • De acordo com Zequinha Marinho, o PSC fica com 5% dos salários de todos os funcionários que trabalham para o partido, em todos os níveis, em todo o país De acordo com Zequinha Marinho, o PSC fica com 5% dos salários de todos os funcionários que trabalham para o partido, em todos os níveis, em todo o país
Funcionários que trabalham nos gabinetes dos deputados filiados à legenda têm que reservar 5% do que ganham para o partido. De cada gabinete, sai R$ 3 mil por mês. No ano, o expediente arrecada mais de R$ 600 mil
Nos corredores da Câmara, sempre se falou sobre a existência de esquemas nos quais os deputados e os partidos embolsam parte do dinheiro que pagam aos funcionários que contratam. Uma prática ilegal, já que engorda bolsos políticos com dinheiro público que tem outra destinação. Embora muito falado, é um expediente nunca comprovado. Até agora. O Congresso em Foco obteve documentos que comprovam a existência do esquema em uma legenda: o Partido Social Cristão (PSC).
O PSC fica com 5% dos salários dos funcionários comissionados da Câmara vinculados ao partido, lotados na Liderança, na Mesa ou nos gabinetes. Os documentos obtidos pelo Congresso em Foco mostram como isso acontece no gabinete do vice-líder e presidente da legenda no Pará, deputado Zequinha Marinho. Não importa se o funcionário é ou não filiado à sigla. O pagamento é compulsório: o servidor sabe que tem de fazer o repasse, e há, inclusive, uma tabela com os valores que cada destinou ao PSC.

A caixinha do PSC no gabinete de Zequinha

A tabela está num e-mail enviado por Zequinha Marinho à sua secretária, Edilande das Dores de Souza, a “Landi”, ela própria uma das contribuintes. Na mensagem, Zequinha pede a Landi que cobre o restante do dinheiro que ainda não foi pago pelos funcionários. E então, fica claro que Camylla Torres, por exemplo, repassou R$ 354 e que Marcos Guedes pagou uma caixinha de R$ 201.
A mensagem mostra que apenas no dia 24 de março deste ano, os funcionários do gabinete de Zequinha e um da Liderança depositaram R$ 1.979,93 na conta corrente do partido no Banco do Brasil do Shopping Castanheiras, em Belém (PA). Outros R$ 613 ainda seriam depositados no dia seguinte. Dois funcionários, cujas contribuições somadas poderiam chegar a R$ 280, ainda não haviam feito o repasse do dinheiro. Com o pagamento dos restantes, a arrecadação no final daquele fim de março chegaria a R$ 2.882.
Outros documentos demonstram que os repasses não foram uma exclusividade do mês de março. Dois comprovantes de depósito obtidos pelo Congresso em Foco mostram pagamentos de R$ 130, cada um, feitos em julho e em agosto. Os funcionários pedem o anonimato porque, apesar das queixas feitas a Marinho, dizem nunca terem conseguido estancar a partilha de seus salários.

Débito automático e boleto

Comprovantes dos depósitos feitos
na conta do PSC no Pará

O esquema era tão azeitado que os funcionários, podiam, se quisessem, fazer os pagamentos ao PSC com débito automático. Um formulário com uma autorização para o Banco do Brasil (veja aqui) permitia que o servidor preenchesse seu nome, cargo e número de sua conta para que a transferência fosse feita sem sua intervenção. “O débito deve ser realizado na mesma data em que entrar o crédito na minha conta corrente de depósitos referente à remuneração pelo cargo acima ocupado”, diz o texto.
E se não houvesse saldo na conta? O funcionário assumiria um compromisso. “Comprometo-me, desde já, a manter saldo suficiente para a finalidade ora assumida, ficando isento esse banco de qualquer responsabilidade (…) pela não-liquidação do compromisso”, continua o documento.
Mas isso nem sempre foi possível. Algumas transferências foram rejeitadas pelo Banco do Brasil. De acordo com o relatório de Landi, às vezes o sistema da instituição financeira acusava que a conta do PSC era “Privativa” e não poderia receber transferências. Assim, onze funcionários deixaram para fazer o pagamento no dia 25 de março.